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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Prometheus (2012)


Prometheus tinha tudo para ser o melhor filme do ano. Além de ser um dos prequels mais esperados da história do cinema somam-se outros fatores como:

1. Atores do primeiro time de Hollywood:
 - Noomi Rapace muito bem no papel da Ripley 2.0;
 - Michael Fassbender roubando a cena interpretando o personagem mais interessante do filme;
 - Charlize Theron sendo a Charlize Theron (e isso basta!); 
 - e o Guy Pearce totalmente desnecessário (ainda não entendi porque não colocaram um ator da terceira idade pra interpretar o velho Weyland).
 



2. Direção do Ridley Scott
Simplesmente o cara que dirigiu Alien E Blade Runner! Precisa mais? Dá pra ver todo o talento do R.S. na já famosa cena da cirurgia. Há quem diga que faltou um pouco mais de gore mas eu achei perfeita.


 I know I'm hot.

3. Parte técnica impecável.
Efeitos sensacionais. Som incrível. O design da nave, dos veículos e dos trajes espaciais ficaram perfeitos! A Prometheus ficou linda tanto a parte externa quanto por dentro.


 Prometheus, sua linda!

Então eu pergunto: "Como destruir com um filme que tinha tudo para ser um épico da ficção científica?"

A resposta está aqui embaixo:


Er.. Oi, eu sou o Damon Lindelof! Eu recebo milhões de dólares para escrever roteiros
ilógicos para crianças de 10 anos, com personagens mais rasos que um pires. LOL!

Pois então, Prometheus é o exemplo perfeito de como um roteiro ruim pode acabar com um filme que tinha tudo para ser excelente! Eu não vou listar aqui todos os absurdos e incongruências do script do Sr. Lindelof pois a lista é REALMENTE grande. E não, não é ressentimento por causa de Lost, mas esse cara é um grande fanfarrão que não tem condições de escrever nada, muito menos Sci-Fi.

Ainda assim recomendo dar uma conferida no filme (baixando muito as espectativas, é claro). Considere um bom entretenimento estilo sessão da tade. Nota final: 3 de 5, por caridade.

Prometheus
Ano: 2012
Direção: Ridley Scott

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Three Radiohead songs in NME's Top 50 Greatest Guitar Solos

Three Radiohead songs in NME's Top 50 Greatest Guitar Solos

Ó, nem preciso falar muita coisa, hein!? Três músicas do cabeça de rádio escolhidas como melhores solos. Tá bem que não dá pra dar muito crédito pra NME, mas...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

OccupyWallStreet

Legal este curta metragem chamado I'm Not Moving que ilustra bem a hipocrisia política, comparando discursos de Hillary e Obama com imagens coletadas pela galera acampada em Wall Street.


Versão com legendas para preguiçosos como eu...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Drive (2011)


Resolvi indicar um filme pra quebrar o marasmo do blog: Drive.

Filmaço do dinamarquês Nicolas Winding Refn, mesmo diretor do Valhalla Rising e Bronson. O cara fez um filme de ação moderno com um estilão retrô dos anos 80. O ritmo do filme não é intenso como os filmes de ação pipoca. O enredo (bem linear) vai se desenrolando com calma e de repente, quando menos se espera, rolam explosões de violência desesefreada. Me lembrou bastante o estilo do Takeshi Kitano de quem sou fã.


O casting do filme também é muito bom: Ryan Gosling (faz o protagonista sem nome), Bryan Cranston (do Breaking Bad), Ron Perlman, Carey Mulligan, Albert Brooks e a musa Christina Hendricks (que infelizmente tá bem baranga nesse filme [sic]).

A trilha é igualmente foda e casa perfeitamente com o filme. Pra manter o ar dos anos 80, ele carregou o filme de synth-pop com vocais femininos. Uma música em especial se destaca mais que as outras: A Real Hero do College. Junto com Lacrimosa (no A Árvore da Vida) foi a faixa de trilha sonora que mais curti esse ano. A trilha do Hanna feita pelo Chemichal Brothers também é legal mas isso não vem ao caso. Deixo a música abaixo pra encerrar o post. Assitam Drive!

  College feat. Electric Youth - A Real Hero by College

Drive
Ano: 2011
Direção: Nicolas Winding Refn

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O tiro que saiu pela culatra

Fiquei meio puto quando soube da censura ocorrida no RioFan na exibição de A Serbian Film. Odeio repressão! Em uma suposta democracia nem poderíamos ver coisas deste nível ocorrendo.
(se não sabem do que falo leiam AQUI.

Fui lembrado que nos anos 90, quando tínhamos 12-15 anos conseguíamos alugar fitas VHS do estilo Faces da Morte sem problema algum. Mas aquilo que se faz dentro de casa é problema de cada um, certo? (e de seus pais, no caso). Aqui estamos falando de exibições públicas onde foi EXPRESSAMENTE proibida a entrada de menores, como também aconteceu no Fantaspoa, onde o filme foi exibido com cortes.

Lamentável essa proibição...

O diretor Dennison Ramalho coloca as coisas em uma outra perspectiva, segundo post no blog do amigo Cristian Verardi: Cinema Ex Machina.

Uma coisa é certa: o filme é um sucesso! O objetivo é chocar e segue fazendo-o mesmo sem ser exibido em salas de cinema.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Fire and Blood

Definitivamente espetacular! E não vem me dizer que Lost é melhor que isso...

Aquela cena final foi demais! A Emilia Clarke é matadora! Como ainda tá quentinho, não vou postar spoilers aqui, deixa mais pro meio da semana :)

Eu sabia que os dragõezinhos iriam aparecer... - não resisti. I don't care!



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Back to the 90's

Seguidamente leio comentários de vídeos do iutubiu o seguinte: "velhos tempos da emetevê". Os velhos tempos aqui referem-se principalmente à segunda metade da década de 9o, quando várias bandas alternativas e grunge faziam sucesso. No meu caso foi justamente nesta época que eu comecei a olhar este canal, bem como amadurecer o meu gosto musical - e graças a um colega de colégio fui bem orientado.

Cara, pensando bem acho que foi a melhor época na emetevê pra coisas mais alternativas. O top 10 tinha clipes que realmente valia a pena olhar... Hoje é OMFG para praticamente todos os clipes. Tem alguns que eu estava olhando novamente pra matar a saudade... quem não lembra de Bush (me formei com Machinehead), Soundgarden, Silverchair, Smashing Pumpkins... e até mesmo The President of the United States?!

Nessa época eu me lembro de ainda ficar esperando passar alguma música no rádio pra gravar em uma fita cassete. F*** quando o cara da rádio ficava falando enquanto a música ainda não tinha terminado. Malditos!

Silverchair tinha vários hits! O primeiro disco, Frogstomp, tinha Israel's Song:


Já o segundo, Freak Show, tinha Freak:


e Abuse Me:


Ainda tem o Anthem for the Year 2000 do Neon Ballroom:


Já o Bush fez clipes muito legais. Na minha formatura botei a música Machinehead pra tocar na minha entrada, hehe. O clipe do Greedy Fly tinha 7 minutos, e era tipo uma história, muito louca por sinal. Acho que posso dizer que pra época foi algo bem original.

Já com relação ao Smashing Pumpkins, 1979 foi bastante marcante:


E pra finalizar, lembram-se do The Presidents:

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Game of Thrones

Nova série de fantasia (e de alto orçamento!) da HBO. O roteiro é baseado no livro A Game of Thrones que faz parte de uma saga chamada A Song of Ice and Fire, do escritor George R. R. Martin.
A primeira temporada possui 10 episódios de uma hora cada e, como a série esté sendo um sucesso de crítica e público, já teve a segunda temporada confirmada. Pelo que entendi, cada temporada será baseada em um livro da saga. Como existem 7 livros (3 ainda não lançados), material é o que nao falta pra prolongar a série por vários anos.


The Wall, o paredao de gelo que protege o continente dos misterios do norte.
 

A história se passa numa terra fictícia divida em vários pequenos reinos. Esses reinos são governados por famílias que, para continuarem no poder, arranjam casamentos entre seus parentes. Pelo início da série (vi apenas os 4 primeiros episódios) deu pra perceber que não tem ninguém bonzinho, cada um está lá para proteger seus próprios interesses, o que deixa a serie bem mais interessante.


Tyrion Lannister, o personagem mais legal da série

 E como toda produção da HBO, os caras não pegam leve: tem sangue, sexo, incesto, decapitação, estupro, anão tarado, etc. A CGI é muito boa, mas isso era de se esperar. A minha preocupação é com as futuras cenas de batalhas entre exércitos. Tomara que fiquem aceitáveis e realistas. Isso porque, depois das batalhas de LotR, tudo o que saiu depois parece coisa de amador. Ou são aquelas cenas com 10 soldados pra cada lado em enquadramento fechado ou são aqueles 100.000 soldadinhos desenhados no pain brush. Medo!

 Daenerys (Emilia Clarke). Tem ou não tem tudo pra virar a nova musa nerd?

Outro fator que gostei é que a grande maioria dos atores são "desconhecidos" (pelo menos pra mim). Sempre é bom ver gente nova ao invés daqueles "packs" pré-prontos de atores de séries de fantasia.


Boromir? Não, Eddard Stark.

A trilha também é muito boa. A animação de abertura é excelente assim como a música-tema. Outra coisa que é digna de nota é o grande numero de personagens. São muitos mesmo. Abaixo segue um gráfico pra ajudar o espectador mais perdido, embora existam na net outros bem mais complexos com todos os personagens dos livros!



Personagens principais da série

Se o nível da série for mantido até o final, vai virar uma das minhas "séries de cabeceira". Altamente recomendado!

domingo, 28 de novembro de 2010

Millenium

Sabem aquelas histórias que te deixam muito com vontade de saber tudo, que te fazem não desgrudar o olho do livro, que fazem as horas passarem voando? Pois depois de muito tempo estou lendo algo fantasticamente desse estilo.

Trilogia Millenium

Millennium Trilogy (wikipedia)

História ao estilo detetive, policial. O legal de tudo é que os personagens são muito bons, a narrativa é empolgante, bem como a estrutura do texto e de como a história é mostrada: o escritor narra os fatos delimitando períodos de tempo entre os acontecimentos. A ambientação é atual, com direito a citações como ICQ, Powerbooks, Palm, hackers... Parece, ao final, que tudo é muito real mesmo.

Uma produtora sueca chegou a produzir 3 adaptações para o cinema e televisão, e por lá eles foram premiados. Particularmente eu olhei o primeiro e não gostei muito, já sabemos que não se compara filme com livro, onde o último tem muuuuuito mais detalhes.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Machete (2010)


Aviso: O texto abaixo tem muito Spoiler.

Machete é o filme do quase. Gerou muita expectativa, pena que acabou não se confirmando. O filme não chega a ser ruim, mas tinha potencial pra ser muito melhor!

O filme começa muito bem numa espécie de prólogo que mostra o Machete em ação no México. Nesse início rola de tudo: cabeças decepadas, mulher pelada, sangue jorrando, canastrice, etc. Só que, por incrível que pareça, esse início não tem quase nenhuma conexão com o resto do filme!


Bom, o resto do filme, que mostra o Machete já nos Estados Unidos, vai perdendo a força conforme vai prosseguindo, culminando em um final extremamente broxante.

O roteiro é uma bobagem total mas "WHO CARES"? O foco do filme é homenagear os filmes exploitation das antigas! É um filme de ação! Tem que entrar no clima e relevar algumas cenas. (Abrindo um parênteses aqui, mas o que é aquela cena em que a a Jessica Alba sobe no carro e faz um "discurso motivador" para aquela meia dúzia de figurantes que ficam zanzando aleatoriamente naquele terreno baldio? Hahaha).


Como falei anteriormente, Machete é o "filme do quase" porque faltou muita coisa. Abaixo alguns exemplos:
  •  Faltaram mais cenas de ação. Exatamente. O filme dá umas brecadas, quando deveria acelerar o tempo todo!
  • Faltou mais nudez e sexo. Todas as cenas de sexo estão no trailer. É aquilo ali e deu pra bola. A minha decepção foi ainda maior quando descobri que a cena de nudez da Jessica Alba foi fake .E as atrizes principais tavam muito de mimimi. Na hora de dar uns pegas no Danny Trejo só davam uns selinhos, pô. Só porque o cara é monstruoso? Isso é discriminação hein!
  • Faltou sangue "real". Sangue digital tem lá o seu valor mas cadê o velho suco de groselha?
  • Faltaram quotes. Filmes como esse sempre são ricos em bordões. Mas em Machete, grande parte deles me pareceu meio forçado.
  • Faltou chickfight!!!!!!! Aí eu fiquei puto. Pô, cheio de bad-girls gostosas e armadas e não rola nem uma pauleira entre a mulherada? Achei que ia rolar porradaria no final entre a Jessica Alba e a Japa, mas a nipônica só apareceu no filme pra ganhar o cachê. Não disse uma frase e não espancou ninguém. Tsc tsc tsc.
  •  Faltou deixar o Machete mais filho da puta. O cara ficou muito bonzinho. Durante o filme ele foi poupando a vida de varios capangas e no final ele nem parecia tão puto com o cara que arrancou a cabeça da (ex)patroa dele!
 

Agora, claro, o filme também têm muitos pontos positivos. Dentre eles:
  • É cheio de gatas-fetiche: as gêmeas Avellan que participaram de Planeta Terror agora são enfermeiras ao invés de babás, a Michelle Rodriguez de tapa-olho e metralahdora, a Lindsay Lohan ninfomaníaca com roupa de freira, etc.
  • Casting excelente! Vários atores mofos. O Steven "Puñeta" Seagal tá muito bem no filme. Consegue ser canastrão até na hora de morrer!
  • Mesmo depois de todos os pontos negativos supracitados ainda assim é melhor que a maioria das porcarias que têm sido lançadas ultimamente e isso é o que importa!


 Apesar da frustação gerada pela alta expectativa, ainda assim eu recomendo que assistam Machete e voltem para me xingar dizendo que o filme é maravilhoso. Em mim o filme "não deu liga" e deixou aquele gostinho de "poderia ter sido bem melhor".


Machete
Ano: 2010
Direção: Robert Rodriguez e Ethan Maniquis
 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

google reader

Alguns talvez não irão achar muita graça porque já usam o iGoogle, mas o Google Reader até que é bem legal. Bota todos os blogs, feeds, etc., em um só lugar e deu pra bola.

Le Petit Nicolas

Dica de filme: Le Petit Nicolas [2009], pra quem quiser treinar o seu francês. O filme é muito engraçado, e conta uma história do ponto de vista de uma criança. O enredo trata da viagem que o guri começa a entrar depois que acha que os pais irão abandoná-lo para ter um novo bebê.

Fica aqui o trailer em francês (não encontrei com legendas):



O Pimentel me deu uma dica bem interessante estes dias pra filmes em francês: olhar os filmes ganhadores do César, premiação de filmes franceses. Tem muitos filmes interessantes.

sábado, 14 de agosto de 2010

Inception (2010)


Depois de todo esse hype em torno do filme, fui ver Inception com expectativas lá em cima. E o filme realmente é muito bom. Em tempos de remakes e roteiros manjados é bom ver algo novo no circuito mainstream.
Christopher Nolan escreveu o roteiro de Inception bem la atrás em 2001 mas afirmou que não tinha café no bule pra dirigir uma produção desse tamanho. Só depois dos dois "Bátema" é que ele finalmente se achou capaz de fazer o filme como deveria ser.


Ao contrário de muitos, não achei o filme complicado ou "cabeça". É tudo explicado, cada cena. Aliás, é explicado demais! Não pode piscar porque os diálogos são rápidos e se o espectador perdeu, não vai ter uma segunda chance. O cearense Di Caprio tá bem no filme mas o personagem lembra muito o do Ilha do Medo, com suas doideiras e tiques. O final aberto também já era previsível mas ficou legal. Teve estilo. Pra quem já viu o filme, os caras do CollegeHumor fizeram um "final extendido" que ficou hilário:

O que pode ser questionado é o fato de que Nolan parte da premissa de que o sonho é algo racional e que pode ser moldado, e isso gera pano pra muita conversa de boteco. Ah! E eu achei uma figura bem legal que alguns tão considerando um baita furo de roteiro mas que não deixa de ser engraçado (contém spoiler): clique aqui.

Bem, o filme é um dos melhores que vi esse ano e é altamente recomendado para ser visto nas telonas do cinema. Ah, e a trilha sonora é um show à parte.

Inception
Ano: 2010
Direção: Christopher Nolan

terça-feira, 10 de agosto de 2010

WTF Weezer!!!

Faz tempo que o Weezer só me envergonha.

Tá vendo essa foto do Hurley ai embaixo? Pois essa vai ser a capa no novo album do Weezer que vai se chamar .................. Hurley! lolwut??


Sem comentários. Pensei que fosse hoax, mas não é. Basta ver os links abaixo (especialmente o da Pitchfork avacalhando com a banda):


Agora, como pode uma das melhores bandas de rock de todos os tempos decair tanto? Os caras foram os criadores do geek-rock na época em que ser nerd não era moda como hoje em dia. As letras eram sinceras e os riffs fodásticos. Confesso aqui que o Weezer é minha banda preferida, mas num universo paralelo onde eles pararam de fazer novos albuns depois do Green Album. Prefiro viver nesse meu mundinho particular a acreditar que os caras lançaram coisas horríveis como nos últimos anos.

Pra exemplificar a decadência da banda, cotei todos álbuns deles e coloquei em ordem cronológica. Triste.


Se é pra fazer merda, não faça!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dexter

Faz horas que estou para escrever sobre esta série, mas esperei terminar de ver a 4a temporada para ficar up-to-date com o resto do mundo. E valeu a pena.

Para quem nunca ouviu falar, Dexter é uma série sobre um serial killer "do bem". Tá, isso é o resumo do resumo do resumo. Na verdade é sobre um cara que é perito forense da polícia de Miami. Só que ele viu a mãe ser assassinada quando era pequeno, e essa experiência traumática fez com que embarcasse nele o "passageiro sombrio", e ele se tornou um serial killer. Ciente disso, o policial que o salvou o adota e já que esse passageiro sobrio não pode mais ser abandonado, começa a doutrinar o filho para um uso mais "adequado" destas habilidades. E então o jovem Dexter começa a satisfazer sua loucura caçando criminosos que fugiram da justiça.

Esse é o lado dramático da história. Mas para mim o que faz a série valer a pena é a dicotomia e o diálogo interno da personagem principal. Dexter sabe que é um serial killer, mas tem que criar uma imagem "normal" para o mundo externo, e os espectadores acompanham esse diálogo interno. Com o passar das temporadas e episódios, a vida dele vai tomando contornos cada vez mais "reais" e ele começa a ter dificuldades em tocar adiante suas neuras com a fachada que leva, pois ela pouco a pouco deixa de ser fachada e acaba se tornando vida real.

E para quem, como eu, pode achar que ficar vendo pessoas serradas e retalhadas não é a melhor coisa do mundo, don't worry. As cenas são muito bem feitas, e o suspense é garantido sem ter de mostrar tripas e pedaços voando por tudo que é lado.

DVDs podem ser achados nas melhores casas do ramo e no velho amigo torrone.

Abaixo, o promo oficial da série:

Esse é trailer da "não-oficial" da 1a. temporada:



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

VVVVVV

Bom, resolvi colocar hoje o primeiro post sobre games e o game escolhido foi VVVVVV. O jogo foi criado pelo tal de Terry Cavanagh que é especialista em jogos flash. E o cara implementa os jogos sozinho mesmo. Bem, o jogo fez tanto sucesso que tem até soundtrack oficial à venda por aí!

Vamos à "história" do jogo. Você é o capitão de uma nave que se perde em uma dimensão desconhecida. A tripulação desaparece misteriosamente e cabe a você resgatá-los um por um. Eles estão espalhados pelo mapa, cada um escondido no final de um mini-labirinto diferente. Cada um desses novos mini-labirintos adicionam uma feature nova no jogo (não vou dizer para não estragar a surpresa).

O design do jogo remonta a era dos jogos de 8-bits e os controles são extremamente simples (apenas 3): esquerda, direita e 'V' (por isso o nome do jogo, sacaram?). Ao invés do 'V', pode-se usar a barra de espaço também. Bom, o botão 'V' faz com que a gravidade do teu bonequinho pixelado se inverta. E é só isso. Legal, não?

Você morre tanto nesse jogo que o cara resolveu botar um save point em cada tela, então o desafio do jogo é completar tudo com o menor numero de mortes possiveis. Um desafio extra é coletar todas as moedas (ou seja lá o que forem) espalhadas pelo mapa, mas eu não tive saco. Aliás, tenho certeza que uma delas é impossível.

Um dos problemas do jogo é que é muito curto. Em 2 horas dá pra completar a missão principal. Gostaria que tivessem mais mapas para jogar casualmente no futuro. Pra quem quiser jogar um demo, pode ir tranquilo no link abaixo:

http://www.kongregate.com/games/TerryCavanagh/vvvvvv-demo


VVVVVV
Ano: 2010
Gênero: Pataforma 2D, puzzle

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nada Surf - If I Had A Hi-Fi (2010)


Saiu em junho o sexto album do Nada Surf só de covers. As músicas escolhidas são meio desconhecidas (ver tracklist logo abaixo) e tem inslusive uma em francês pra agradar o Ander.

Tracklist
01. Electrocution – Bill Fox
02. Enjoy the Silence - Depeche Mode
03. Love Goes On – The Go-Betweens
04. Janine - Arthur Russell
05. You Were So Warm – Dwight Twilley
06. Love and Anger – Kate Bush
07. The Agony of Laffitte – Spoon
08. Bye Bye Beaute – Coralie Clement
09. Question – Moody Blues
10. Bright Side – Soft Pack
11. Evolution – Mercromina
12. I Remembered What I Was Going to Say – The Silly Pillows

A mais mainstream, e que ficou muito boa diga-se de passagem, é Enjoy the Silence do Depeche Mode. Deixei a música aí embaixo para que vocês possam escutar e formar uma opinião.

Nada Surf Enjoy The Silence (Depeche Mode) by INDIELANDMAG

Ouçam e curtam.

Nada Surf - If I Had A Hi-Fi
Ano: 2010
Gênero: rock alternativo, indiepop

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Filmes do findi

Vou compartilhar com vocês, cinéfilos de plantão que eu conheço, dois filmes interessantes que vi este findi. São filmes que podem ser vistos com a patroa, não aquele Splice ali que só sozinho - ou com meus amigos cinéfilos.

Para alguns já é véio: Adventureland [2009], filminho beeeeem bacana, gostoso de olhar pois rola muitas risadas. Nem vou comentar aqui sobre o título brasileiro ridículo que deram pro filme. Basicamente trata de um piá que se f*** porque os pais não conseguem bancar as férias européias do guri, então ele começa a trabalhar em um parque de diversões. Bom, lá a vida dele desanda. Até achei a Kristen Stewart bem no filme, mas dá pra ver que ela tem uns tiques iguais ao da saga: o jeito de olhar, de pegar no pescoço do carinha, aquele olhar perdido, etc.



Ils se marièrent et eurent beaucoup d'enfants [2004]: encontrei sem querer buscando material sobre o Radiohead, e também fiquei surpreso um pouco depois ao saber que o Johnny Depp participa do filme. Trata sobre a vida de 3 carinhas que ficam brigando com as patroas, sendo que um deles é solteiro e pega todas (os casados ficam indignados toda a vez que o cara consegue marcar encontros). Boas risadas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Confirmation Bias

Esses dias, graças à dica de um grande amigo, cliquei em um link que me levou ao blog "You Are Not So Smart", que traz análises e reflexões sobre comportamento humano e quetales. O primeiro texto que li foi justamente sobre "Confirmation Bias" - em português, Viés Cognitivo".

Básica e grosseiramente, é a teoria que versa sobre como sempre buscamos apenas confirmar o que já acreditamos e preferimos moldar nossa percepção sobre fatos ou situações, ao invés de aceitar que algo que estejamos vivenciando e que não condiz com o que pensamos seja de fato verdadeiro ou relevante.

Um exemplo "bobo" mas elucidativo é sobre como podemos ver um trecho de filme na TV (O Rapto do Menino Dourado, por exemplo), e nos dias seguintes perceber como notamos várias menções ao filme aparecem no dia-a-dia. Alinhamento cósmico? Misticismo? Forças ocultas? Padre Quevedo? Não, todas as menções já estavam lá e sempre estiveram, era só o nosso cérebro que as estava filtrando.

Bom, o artigo é um pouco extenso mas vale a leitura: http://youarenotsosmart.com/2010/06/23/confirmation-bias/

Outro artigo do mesmo blog que vale muito a pena é sobre a máxima romântica que "os opostos se atraem". Eles se atraem mesmo? Vale a reflexão: http://youarenotsosmart.com/2010/06/17/opposites/

Para quem quiser saber mais sobre Confirmation Bias, tem um guia step-by-step para imprimir e pendurar na parede (cortesia do @celonino) : http://www.scribd.com/doc/30548590/Cognitive-Biases-A-Visual-Study-Guide


Splice (2009)


O gênero sci-fi vem sofrendo nos ultimos anos. Em 2009 lembro-me de ter gostado de apenas dois filmes: District 9, que chegou a concorrer ao Oscar de melhor filme e Moon, que ganhou o premio de melhor filme no Sitges Festival de 2009. O primeiro eu gostei mais pela parte técnica e o segundo pelo resgate daquela ficção-científica "das antigas". E não é que no último final de semana acabei vendo um filme que me agradou!!?? E o nome deste filme? Splice.


Bem, vamos por partes. Primeiro lugar, eu sou fã do Vincenzo Natali por causa do filme canadense Cubo (1997) que durante o passar dos anos acabou virando um pequeno cult sci-fi (e tem gente que nao gosta!). Os produtores quiseram sugar um pouco mais da franquia e fizeram duas continuacoes bizonhas dignas de framboesa de ouro: Cubo 2: Hipercubo e Cubo Zero. Esses filmes foram dirigidos por outros dois diretores cujos nomes não me lembro e nem vou perder meu tempo pesquisando no Google. O Cubo Zero é tão ruim que chega a ser uma comédia involuntária. Bom, nesse meio tempo o Vincenzo Natali fez mais três flmes: Cypher, Nothing (animação) e um documentario. Confesso que não vi nenhum deles, mas estao na "pilha-de-filmes-que-verei-só-não-sei-quando". Então, no ano passado, o cara lançou mais um filme sci-fi chamado Splice, que foi produzido por ninguém mais e ninguém menos que Guillermo del Toro!


A história do filme é bem linear: um casal de cientistas trabalha para uma mega-empresa e são responsáveis por um laboratório de genética cujo objetivo é desenvolver um tipo especial de proteína. Para obter essa proteína eles geram novos seres-vivos a partir da combinacao do DNA de vários animais. Tudo muda quando um dos cientistas (Sarah Polley, a loirinha do Dawn of the Dead mas que nesse filme está ruiva) decide misturar DNA humano em uma das criaturas. O casal, que não tem filhos, começa a se apegar pelo bichinho e a partir daí, vocês já viram o que vai acontecer.


O uso de CGI é MUITO BOM e, definitivamente, um dos pontos positivos do filme. Agora, só não dei uma nota melhor porque o filme é muito previsível. Já na metade da pra sacar tudo o que vai acontecer e como será o final. Ficou parecendo que já tinha visto aquilo em algum seriado sci-fi qualquer (Twilight Zone?).

Enfim, para quem está na seca de um filme de fição-científica decente, descompromissado e bem realizado, recomendo!

Splice
Ano: 2009
Direção: Vincenzo Natali




PS: O Vincenzo Natali foi confirmado para a direção de Neuromancer, filme baseado no livro homônimo que deu origem à cultura cyberpunk (e ao filme Blade Runner) e que todo o NERD já leu. Podem dormir tranquilos pois o filme está em boas mãos.